terça-feira, 19 de agosto de 2008

Memória de adolescente IV... tá rendendo.

Iputinga. Como eu podia me esquecer do bairro onde fica o Caxangá Golf Country Club? A porta de entrada para Camaragibe? Velozo automóveis? O Neuro? e a Casa de Pontes, é claro. Essa aqui talvez tenha sido a casa que menos vezes frequentei. Mas tem explicação óbvia: Vai ser longe assim na casa de caralho!! Pontes não morava, ele se escondia! Deve ter sido por isso que desde pequenos nós nos acostumamos a ter Pontes como visita em casa. Depois das festas era impossível ele se deslocar até a casa e por isso acabava ficando pra dormir nas nossas casas.
Bem, pensando melhor, acho que a casa de Pontes não me traz memórias por ela só. Sinceramente tudo que me faz lembrar aquele lugar, surgiu das verídicas estórias contadas pelo nosso amigo Pontes. Quem não se lembra de RadoCop?!.. o doido que levou uma saraivada de tiros de calibre 12 e menos de uma semana depois estava novamente circulando na rua. E Tubarão?!.. o vira-lata que dominava o perímetro local tomando conta de todas as pobres cadelas e botando pra correr Pit-bulls, Rottweillers, etc. E o lendário Gori?!..com o seu temido Golpe do Gorila. Realmente aquela casa de Pontes era o pico da movimentação e eu tive o prazer de participar de uma festa de aniversário de Gori e assistir a uma verdadeira Roda de Risca (risca-foisfo era a dança tradicional daquela zona). A gente devia ter frequentado mais aquelas redondezas... definitivamente!

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Memória de adolescente III

Um dia desses deu aquela vontade de comer um bolo. A vontade era de um bolo de chocolate, daqueles estilo brigadeiro. Mas como eu fiquei só na vontade mesmo, a idéia perdurou na minha cabeça até que me veio uma recordação dos bons e velhos tempos de adolescente. Como esquecer daquela coisa saborosa que era "O da Mãe do Gordo", como era conhecido entre nós. Ovos, manteiga, farinha de trigo, açucar e doce de goiaba. Eram estes os ingredientes que integravam o famoso Bolo de Rolo da Dna. Fátima (também conhecida como "A Carrasca"). Acho que ali no meio do preparo rolava alguma mandingagem secreta do tipo: A benção de Conceição (Não a santa; a empregada da casa do Gordo mesmo), o toque de Fernanda (A Carrasquinha), etc. Sorte nossa que o Gordo e Gustavo não levam jeito nenhum pra cozinhar... vai que eu ainda encontrava um "anelho" no meio do bolo.. ia ter pesadelos só de pensar que aquilo podia ter vindo do "Do Gordo". Sabores que nem tão cendo voltam mais.. deixam saudades.