domingo, 13 de julho de 2008

Memória de adolescente II

A saga continua! E desta vez a memória me levou novamente para o bairro do Espinheiro (era a concentração das residências dos canalhas), mas desta vez não consigo lembrar de ruas, edifícios ou apartamentos. Foram poucas as vezes que cheguei a frequentar a casa de China antes dele se mudar definitivamente para a Av. Agamenon Magalhães. Entretanto, como não podia ser diferente, uma vez que estou falando de China, uma das memórias mais vivas que possuo da nossa adolescência tem nome e extensão: "DL.exe". Pelo nome, talvez quem não conheçe o garoto China não consiga advinhar do que se tratava este programa singelo e muito útil quando se é adolescente. Eu não entendo muito de informática, mas nem precisa-se entender para concluir que tratava-se de um programa que colocava uma sequência de fotos e criava a sensação de movimento, sendo ainda possível "aumentar" ou "reduzir" a velocidade do "filme". Esse programa rodou na mão de poucos, mas serviu para aquecer essas poucas mãos por várias vezes. Já não se fazem mais jovens como antigamente. Claro, com China como amigo, posso dizer que a fonte de pornografia brotou cedo e perdura a medida que essa cabeçinha não descansa um segundo sequer. Obrigado chinês e vai devagar porque senão vais ter que que acabar empalhando o bicho de uma vez por todas. :P

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Memória de adolescente

Já que este blog tem servido para fins quase que dispensáveis, vou dar algum sentido a um lugar que, caso eu não decida fazer desaparecer do mapa, perdurará e guardará os meus relatos até o dia em que o Google decida mudar de ramo e começar a vender frango assado pela internet ao invés de alimentar o tempo ocioso dos vários cidadãos que, por falta do que fazer, vêm aqui para escrever e colocar fotos. Bem, vamos ao que interessa.

O primeiro capítulo desta saga vem ao som de "The Kiss - The Last of The Mohicans Soundtrack". Não me perguntem porque eu lembrei de ouvir uma música de um filme de 1992. A questão é que esta música me fez viajar no tempo e relembrar das tardes passadas no Ed. Engenho Bujarí, na Rua 48 do bairro do Espinheiro, mais precisamente no apartamento 1202, ao lado da porta de entrada, sentado numa cadeira de balanço feita de madeira e palha, em frente da aparelhagem de som estratégicamente colocada num vão aparentemente sem utilidade e que tinha nas suas laterais duas pilhas de cds (grande parte deles, albúms de trilhas sonoras). Foi exatamente ali que eu pude apreciar por incontáveis minutos esta música em alto e bom som através de um headphone daqueles profissionais. É Rick, a vida passa e deixa marcas que nunca haverão de se apagar. Essa, sem dúvidas, é uma delas. Memórias de adolescente. Memórias de tempos que me fizeram muito feliz e que valem a pena recordar.